De acordo com a Comissão Pastoral da Terra, citada pelo G1, o número de líderes indígenas mortos em conflitos pela posse de territórios no ano de 2019 foi o mais alto dos últimos 11 anos. Este ano verificaram-se 7 mortes, contra apenas 2 no ano anterior.

A violência contra indígenas, no mais, tem registado níveis mais elevados que os de anos anteriores. No total, já aconteceram 27 mortes durante o ano de 2019, prevendo-se que esse número venha a ultrapassar os 28 de 2018, pois as ameaças e a situação de conflitualidade continuam.

É importante notar que os números de mortes de líderes indígenas contabilizados pela Comissão Pastoral da Terra se referem apenas a conflitos pela posse de terras. Outros motivos ou situações são expressamente excluídos.

O Conselho Indigenista Missionário junta-se à Comissão Pastoral da Terra e fala de um crescimento geral da violência contra indígenas nos últimos dois anos. Não só o número de homicídios vem significativamente aumentando, como os casos denunciados de ocupação ilegal de terras em território indígenas são cada vez maiores também.

Governo reage

Ainda segundo o G1, o ministro da Justiça Sergio Moro determinou o envio da Força

Nacional para o Maranhão, em resposta a dois homicídios de líderes indígenas acontecidos no início de dezembro.

Criada em 2004, a Força Nacional de Segurança Pública tem como objetivo oficial dar resposta a situações de crime em grande escala ou quando há níveis de violência acima do comum, que ao mesmo tempo, se caracterizem por uma coordenação que ligam dois ou mais estados.

Quando o nível de criminalidade é elevado, mas de nível principalmente local, a Força Nacional pode não ser a resposta mais apropriada na ocasião.

Entretanto, o entendimento político sobre a Força Nacional tem sido o de intervir em situações para as quais as autoridades estaduais e locais não mostrem ter os meios necessários para a própria defesa.