No futebol, 11 jogadores enfrentam 11 do outro time e no fim ganha quem marca mais gols. A regra é simples e fácil de entender, mas os torcedores esquecem. Enfeitiçados pelo nome, pelo resultados anteriores de seu time, pela importância que o time tem – esquecem que tudo isso conta pouco ou nada no momento de entrar em campo. Se um time como o Cruzeiro de Belo Horizonte tiver de ser rebaixado à série B, isso vai acontecer de qualquer forma.

Um alerta para todos os times

Na próxima época, torcedores de Cruzeiro e Atlético Mineiro não irão se enfrentar em lutas de rua a propósito dos jogos para o campeonato, como aconteceu em 2017, pois esses jogos não acontecerão depois do rebaixamento do Cruzeiro. A estatística que dizia que o Cruzeiro era um dos quatro times que nunca havia sido rebaixado era apenas isso mesmo: uma estatística esperando o dia da exceção.

De acordo com Mauro Cezar Pereira no programa Posse de Bola (referido pelo UOL), o rebaixamento do Cruzeiro é um alerta para todos os times e torcedores. Um clube de futebol é uma empresa. De pouco serve mudar o técnico 3 vezes por época se a equipe não tiver boa gestão. Se os erros se acumularem, o rebaixamento é a consequência lógica.

Novo grupo diretivo

Quando a derrota é pequena, o técnico é substituído. Em uma derrota tão traumática como essa, porém, não dá mais para fazer o técnico pagar o pato. A diretoria do Cruzeiro (Wagner Pires de Sá e Hermínio Francisco Lemos) assinou recentemente sua carta de renúncia. A peça chave da nova vida do Cruzeiro é Vittorio Medioli, o novo CEO do clube. Seu vasto currículo empresarial e político fez dele um nome de confiança para iniciar o processo de renascimento. Juntando os meios à disposição e a força da torcida com uma nova diretoria, é de esperar que o Cruzeiro seja candidato à vitória na série B.