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Projeto com presos de Maringá recebe prêmio

O projeto Visão da Liberdade, da Penitenciária Estadual de Maringá (PEM), ganhou o Prêmio Innovare nesta terça-feira (5).

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DIÁRIO 24H
MARINGÁ

O projeto Visão de Liberdade, da Penitenciária Estadual de Maringá (PEM), no norte do Paraná, recebeu o prêmio Innovare, a mais importante premiação da justiça brasileira, nesta terça-feira (5). No projeto, detentos confeccionam materiais didáticos para alunos cegos da rede estadual de ensino.

A cerimônia foi realizada no Supremo Tribunal Federal em Brasília. Das 710 práticas inscritas, 12 foram selecionadas como finalistas e, nesta terça, seis foram premiadas. O presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Maringá (Conseg), coronel Antônio Tadeu Rodrigues, recebeu a honraria na categoria Justiça e Cidadania.

“É um projeto muito interessante porque atende à necessidade de jovens deficientes visuais que precisam estudar. E existe muita carência desse material que é produzido pelos presos, por isso a importância dele”, explicou Rodrigues. A iniciativa existe desde 2004 e é a única desse modelo no Brasil.

Os presos dos regimes fechado e semi-aberto produzem livros falados, livros digitados para impressão em braille, materiais em relevo, maquetes, jogos adaptados e outros materiais que são enviados para alunos cegos de 127 municípios do Paraná atendidos pelo Centro de Apoio Pedagógico (CAP – Maringá).

Atualmente 30 presos participam do projeto. A cada três dias trabalhados, reduz-se um dia da pena.

Em 13 anos foram produzidos 84.820 trabalhos de material didático em relevo, 453 livros e 54 apostilas digitados, 126 livros falados e 12 apostilas, com tiragem de 175 cópias cada. O projeto também atende entidades de outros estados e chegou a enviar materiais para uma biblioteca pública de Portugal.

PRÊMIO

O intuito do Prêmio Innovare é identificar, divulgar e difundir práticas que contribuam para o aprimoramento da Justiça do Brasil. Ministros do STF e STJ, desembargadores, promotores, juízes, defensores, advogados e outros profissionais interessados em contribuir para o desenvolvimento do Poder Judiciário compõem a Comissão Julgadora.

Presos confeccionam materiais didáticos para alunos cegos. (Foto: Divulgação/Depen)

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