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Polícia

Veja quais são as acusações que pesam contra Lula

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Foto por: Andre Penner/AP

Luiz Inácio Lula da Silva planeja voltar a ser presidente do Brasil em 2018, mas antes terá de responder como réu a cinco processos.

Lula enfrenta nesta quarta-feira, em Curitiba, o juiz Sérgio Moro, a quem terá de responder sobre a suposta propriedade do triplex que teria sido oferecido a ele pela construtora OAS como retribuição a favores ilegais no âmbito do escândalo do Petrolão.

O ex-presidente (2003-2010) nega todas as acusações, mas, se for considerado culpado, e a sentença ratificada em segunda instância, não poderá se candidatar.

Estas são as acusações que pesam contra ele, as três primeiras relacionadas a “Operação Lava Jato”, a quarta na “Operação Zelotes” e a quinta na “Operação Janos”.

O Ministério Público afirma que Lula recebeu propina no valor de 3,7 milhões de reais por parte da construtora OAS, que teria pagado um total de 87,6 milhões por baixo da mesa a políticos e funcionários públicos. Segundo a denúncia, a empresa teria oferecido ao ex-presidente um apartamento triplex no Guarujá, São Paulo, quando ainda estava no poder, e financiou o armazenamento de seus bens pessoais entre 2011 e 2016, incluindo o acervo de presentes recebidos durante seus anos na presidência.

O ex-presidente de OAS, Léo Pinheiro, confessou à justiça que o apartamento foi reservado – e em seguida reformado – para Lula e sua falecida esposa Marisa Leticia. Mas Lula afirma que o MP mente e que a confissão de Pinheiro foi obtida mediante pressão.

Outro caso em mãos do juiz Sérgio Moro, investiga se a construtora Odebrecht deu 12 milhões de reais para comprar um terreno em São Paulo onde se localiza o Instituto Lula como parte de um acordo para distribuir subornos recebidos pelo PT. A denúncia afirma que a Odbrecht também teria pagado um apartamento proximo ao que Lula mora em São Bernardo e que uma terceira pessoa alugou da falecida esposa do ex-presidente para maquiar a situação: “Há indícios de que, de fato, é do ex-presidente Lula, que o teria recebido como um suborno do Grupo Odebrecht”, afirma a denúncia.

Em outro processo, Lula é acusado de lavagem de dinheiro e tráfico de influência na compra, por parte do Estado brasileiro, de caças suecos Gripen por 5 bilhões de dólares, que foi concretizada durante a presidência de Dilma Rousseff.

Segundo a investigação, Lula recebeu 2,25 milhões de reais através da empresa de de seu filho Luís Cláudio “para influenciar Dilma Rousseff na compra de caças Gripen da SAAB”. Neste processo, Lula também foi denunciado por supostamente interceder a favor de montadoras na concessão de benefícios fiscais.

Este processo investiga a denúncia do ex-senador do PT, Delcídio do Amaral, que afirma que o ex-presidente participou em um plano para comprar o silêncio de um ex-diretor da Petrobras envlvido no Petrolão.

Neste caso, Lula é acusado de tráfico de influência, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa junto a Marcelo Odebrecht entre 2008 e 2015.

“Lula influenciou a política de concessão de financiamentos internacionais do BNDES, com a interveniência de outros órgãos públicos federais já citados, para favorecimento direto da empresa Odebrecht, determinando aos órgãos competentes que a concentrassem nos países da África (como Angola) e América Latina, afirma a denúncia. A contraprestação foi avaliada em 20,6 milhões de reais na forma de uma participação nos negócios da Exergia Brasil, empresa de um de seus sobrinhos.

(AFP)

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