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Política

Veja a conversa entre Aécio Neves e Joesley Batista

No diálogo, senador combina pagamento de R$ 2 milhões feito pelo dono da JBS

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Foto: Arquivo

Os documentos da investigação da nova fase da Operação Lava Jato revelam em detalhes de como foi feito o acerto de R$ 2 milhões pagos pelo empresário Joesley Batista, dono do frigorífico JBS ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) a pedido dele.

O conteúdo da conversa foi divulgada pela TV Globo. No áudio, Aécio indica o primo para receber o dinheiro, e também relata que ficou“dez noites sem dormir direito e que o valor seria direcionado ao pagamento de advogados na Lava Jato: “como vou entrar numa merda dessa sem advogado”, disse.

Segundo a assessoria de Aécio, ele teria recebido o empréstimo do empresário legalmente, e que estava tranquilo quanto a correção de seus atos.

Nesta quinta-feira (18) a irmã de Aécio, Andrea Neves, foi presa em Minas Gerais após determinação do Supremo Tribunal Federal. Andrea é jornalista e assessora de Aécio.

Foto: Divulgação

Veja abaixo a transcrição:

JOESLEY – Deixa eu te falar dois assuntos aqui, rapidinho. É…a tua irmã teve lá.

AÉCIO – Obrigado por ter recebido ela lá

JOESLEY – Tá…ela me falou de fazer dois milhões, pra tratar de advogado …primeira coisa, num dá pra ser isso mais. Tem que ser….

AÉCIO – É?

JOESLEY – Tem que ser. Eu acho pelo que a gente tá vendo tudo, pra mim e pra você… vai ser, a primeira coisa

AÉCIO – Por que os dois que eu tava pensando era trabalhar (no processo)

JOESLEY – Eu sei, aí é que tá

AÉCIO – ….. assim ó …. toma não tem, pronto. Primeira coisa. Eu consigo (…) que é pouco, mas é das minhas é das minhas lojinhas, que eu tenho, que caiu a venda pa caralho

AÉCIO – [Risos] JOESLEY – É rapaz, isso aqui era setecentos, oitocentos.

AÉCIO – Como é que a gente combina?

JOESLEY – Tem que ver, você vai lá em casa ou ….

AÉCIO – O FRED

JOESLEY – Se for o FRED eu ponho um menino meu pra ir. Se for você sou eu. [risos] Só pra…

AÉCIO – Pode ser desse jeito…risos

JOESLEY – Entendeu. Tem que ser entre dois, não dá pra ser…

AÉCIO – Tem que ser um que a gente mata eles antes dele fazer delação [risos]

JOESLEY – [Risos] Eu e você. Pronto… ou FRED e um cara desses…pronto

AÉCIO – Vamos combinar o FRED com um cara desse. Porque ele sai lá e vai no cara. Isso vai me dar uma ajuda do caralho. Não tenho dinheiro pra pagar nada. (…). Sabe porque eu tenho que segurar esse advogado. (…) Por que não tem mais, não tem ninguém que ajuda

JOESLEY – E do jeito que tá…

AÉCIO – Antes de ter mandado a ANDREA lá eu passei dez noites sem dormir direito. Falei não vou não porque o cara já me ajudou pra caralho. Mas não tem jeito, eu vou entrar numa merda dessa sem advogado?

JOESLEY – Você tá certo.

AÉCIO – Faz como?

JOESLEY – Pronto. O menino entre em contato com o FRED.

AÉCIO – O menino liga pro FRED. O FRED já sai de lá e já deixa na casa do cara e acabou.

JOESLEY – Pronto. Quinhentos por semana pá pá pá. Eu acho que eu consigo. A partir da semana que vem.

AÉCIO – Primeiro liga pro FRED

JOESLEY – Pronto, eles se acertam

O documento conlcui: “Como se vê da transcrição, Joesley e o Senador Aécio Neves, numa reunião intermediada pela irmã do parlamentar, Andrea, que já havia sido a portadora da solicitação da vantagem indevida feita por seu irmão, acertam o pagamento de 2 milhões de reais, em quatro parcelas semanais, a serem recebidos por um intermediário, no caso, seu primo Frederico Medeiros (FRED)”.

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Política

Senado mantém Aécio no cargo

Placar foi de 44 contrários ao afastamento contra 26 favoráveis

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Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

AGÊNCIA BRASIL

O plenário do Senado decidiu reverter a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e, com isso, pôs fim ao afastamento parlamentar do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que havia sido imposto pelos ministros da Corte no último dia 26.

Com os votos de 44 senadores contra a manutenção das medidas cautelares e de 26 favoráveis, os parlamentares impediram o afastamento de Aécio, o seu recolhimento domiciliar noturno e reverteram a obrigação de entregar o passaporte. Não foram registradas abstenções.

A votação ocorre após a maioria dos ministros do STF decidir, na semana passada, que o tribunal não pode afastar parlamentares por meio de medidas cautelares sem o aval do Congresso Nacional. No fim de setembro, a Primeira Turma da Corte havia decidido, por 3 votos a 2, afastar Aécio do exercício do mandato ao analisar pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito em que o tucano foi denunciado por corrupção passiva e obstrução de Justiça, com base nas delações premiadas dos executivos da J&F.

Debate

Antes de abrir o painel para a votação, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), concedeu a palavra para cinco senadores favoráveis e cinco contrários à decisão do Supremo. Para Jader Barbalho (PMDB-PA), os ministros do STF tomaram uma decisão “equivocada”. “Não venho a esta tribuna dizer que meu voto será por mera solidariedade ao senador Aécio. Com todo respeito a ele, estou longe de aceitar sua procuração ou sua causa. Não estou nesta tribuna anunciando voto em razão do que envolve o senador. Voto em favor da Constituição. Ministro do Supremo não é legislador, não é poder constituinte. Quem escreve a Constituição é quem tem mandato popular”, argumentou.

Já o senador Álvaro Dias (Pode-PR) criticou o que classificou de “impasse” surgido a partir do instituto do foro privilegiado. “A decisão do Supremo Tribunal Federal, corroborada pelo Senado, vem na contramão da aspiração dos brasileiros, que é de eliminar os privilégios. Nós estamos alimentando-os. Não votamos contra o senador, votamos em respeito à independência dos Poderes, em respeito a quem compete a última palavra em matéria de aplicação e interpretação da Constituição, que é o Supremo Tribunal Federal”, disse.

Antes da votação, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que visitou Aécio nesta terça-feira (17), também defendeu o parlamentar mineiro. “A votação hoje é muito além do caso do senador Aécio, a situação dele terá seguimento no STF, qualquer que seja o resultado. Algumas pessoas imaginam que ele foi julgado hoje em definitivo. Ele continuará sua jurisdição na Suprema Corte. Não há que se falar em impunidade. Isso até é um desrespeito à Suprema Corte. Os ministros do STF vão, a partir dos autos do processo, se isso virar um processo, porque estamos na fase de inquérito, absolver ou condená-lo, de acordo com as provas que tiver nos autos desse processo”, disse.

Mais cedo, o PT havia anunciado voto contrário a Aécio. Antes, havia se posicionado defendendo que o Legislativo tem o poder de revisar medidas cautelares impostas pelo Supremo.

VEJA IMAGENS DA SESSÃO:

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Política

Boca Aberta anuncia pré-candidatura a deputado em 2018

Ex-vereador agora só não sabe se disputará federal ou estadual

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Foto: Arquivo

O ex-vereador londrinense Emerson Petriv, o famoso Boca Aberta, disse em primeira mão ao Diário 24H que já articula uma candidatura ao cargo de deputado em 2018. Ele estuda se a melhor alternativa é disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Paraná como deputado estadual, ou uma cadeira na Câmara Federal, em Brasília.

Segundo ele, conforme a nova resolução eleitoral, não será necessária a filiação partidária para disputar as eleições de 2018, premeditando uma possível candidatura isenta. Boca Aberta foi eleito com mais de 11 mil votos, sendo considerado o vereador mais votado do Paraná.

Cassação

No entanto, Boca Aberta teve o mandato cassado por 14 votos a 5 em sessão de julgamento realizada neste domingo (15) após ser denunciado por causa de uma vaquinha online. Ele acusou o prefeito Marcelo Belinati (PP) de arquitetar sua cassação junto com o presidente da Câmara Municipal, Mário Takahashi (PV).

Nesta segunda-feira (16), Takahashi, inclusive, deu voz de prisão a Petriv depois de ser abordado por ele em frente a Câmara. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Boca Aberta chega ameaçar o vereador e xingá-lo com vocabulário impróprio.

Assista:

Em entrevista à Rádio Paiquerê AM, Boca Aberta falou sobre o conteúdo do vídeo e aproveitou também para fazer denúncias envolvendo Takahashi. Ouça o áudio enviado por ele:

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Política

Boca Aberta diz que Belinati e Rony Alves armaram cassação

Ex-vereador afirmou que plano foi traçado no gabinete do prefeito

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Foto: Divulgação / Montagem: Diário 24H

Em áudio disparado através do WhatsApp, o ex-vereador Emerson Petriv (Boca Aberta), acusou o prefeito de Londrina Marcelo Belinati, além dos vereadores Rony Alves (PTB) e Mário Takahashi (PV), de arquitetarem a cassação de seu mandato, concluída neste domingo (15) após votação na Câmara Municipal.

Na gravação simples, onde também pode-se ouvir outros ruídos, Boca Aberta alfinetou também o vereador Jamil Janene, que não foi eleito e assumiu a vaga como segundo suplente da chapa PP/PT no lugar de Fernando Madureira e Tio Douglas.

Emerson afirma que o plano para cassá-lo foi tramado no gabinete de Belinati. Entretanto, Boca Aberta não apresentou provas do fato. O ex-vereador disse também que o prefeito municipal estaria incomodado com a sua ‘fiscalização nas UPAs’ da cidade.

Ouça na íntegra:

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Política

Boca Aberta é cassado por causa de uma vaquinha

Por 14 votos a 5, Câmara de Londrina decidiu pela cassação

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Por causa da organização de uma vaquinha nas redes sociais, por 14 votos favoráveis contra apenas 5 o vereador Emerson Petriv (Boca Aberta-PR) teve o mandato de vereador cassado pela Câmara Municipal de Londrina na sessão de julgamento realizada neste domingo (15).

Além do próprio Boca Aberta, os vereadores Roberto Fú (PDT), Daniele Ziober (PPS), Gui Belinati (PP), Jairo Tamura (PR) e João Martins (PSL) foram contrários ao relatório apresentado pela CP.

Favoráveis, foram os vereadores Mario Takahashi (PV), Vilson Bittencourt (PSB), Rony Alves (PTB), Junior Santos Rosa (PSD), Amauri Cardoso (PSDB), Péricles Deliberador (PSC), Ailton da Silva Nantes (PP), Filipe Barros (PRB), Eduardo Tominaga (DEM), Estevão da Zona Sul (PTN), Felipe Prochet (PSD), Jamil Janene (PP), Pastor Gerson Araújo (PSDB).

A sessão de julgamento durou quase 10 horas, e teve início por volta das 8h da manhã deste domingo. O relatório da decisão final foi feito pelo vereador Filipe Barros.

Vaquinha online

Emerson Petriv, agora o ex-vereador Boca Aberta, foi cassado por fazer uma ‘vaquinha’ na internet com a intenção de pagar uma multa de R$ 8 mil imposta pela Justiça Eleitoral. Conforme o relatório da Comissão Processante, o Boca Aberta teria usado de inverdades para arrecadar dinheiro de eleitores. A Câmara se baseou em uma condenação aplicada pela Justiça Eleitoral contra ele por pedir votos em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no período eleitoral de 2016.

A Comissão Processante foi quase que integralmente conduzida por desafetos de Boca Aberta na Câmara Municipal de Londrina: Rony Alves (PTB), Vilson Bittencourt (PSB), Júnior Santos Rosa (PSD), Jamil Janene (PP). O vereador Roberto Fú também integrou a CP, mas ao lado de Boca.

Durante sua defesa, Boca Aberta chegou a chorar e pedir por misericórdia aos edis. O vídeo foi registrado pela Folha de Londrina:

Confusão

A enfermeira Regina Amâncio, autora da representação que terminou na cassação de Boca Aberta, disse ter sido ameaçada na manhã deste domingo (15) ao chegar na Câmara Municipal de Londrina. Houve tumulto e muitas vaias a mulher, que chegou por volta das 10h.

Ela precisou ser escoltada para um ambiente reservado da Guarda Civil como medida de segurança à integridade física da denunciante.

A CBN Londrina gravou falou com a enfermeira, assista:

Confira imagens da sessão deste domingo:

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Política

TJ nega pedido de Boca Aberta e mantém sessão de julgamento

Defesa do vereador tentou adiar sessão marcada para este domingo

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A defesa do vereador Émerson Petriv (Boca Aberta-PR) teve negado pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) o pedido de suspensão da sessão de julgamento que pode culminar na cassação de seu mandato, marcada para este domingo (14), na Câmara de Londrina.

No pedido apresentado pelo advogado Eduardo Duarte Ferreira, o argumento foi de que a Comissão Processante, que investiga Boca Aberta, não teria cumprido os prazos para a finalização dos trabalhos, e portanto, a sessão deveria ser suspensa.

Porém, com a negativa do TJ, a decisão será tomada amanhã pelos 19 vereadores. A sessão de julgamento está marcada para ter início às 8h. Para se manter no cargo, Boca Aberta precisa ter pelo menos 13 votos favoráveis, dos 19, caso contrário, é cassado.

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Política

Bolsonaro fala em privatizar Petrobrás e reduzir taxa de juros

Presidenciável foi entrevistado por jornalistas americanos

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O deputado Jair Bolsonaro, durante sua passagem pelos Estados Unidos, concedeu entrevista para a Bloomberg onde falou sobre algumas propostas que pretende apresentar para chegar ao cargo de presidente do país a partir de 2019. Bolsonaro é pré-candidato pelo Patriota, atual “PEN”, nome que será abandonado no ano que vem.

Bolsonaro disse que seu plano de governo não está concluído, e assumiu ter um conhecimento brando em economia. Entretanto, o deputado deixou clara a intenção de manter o modelo econômico do Banco Central, o que é bem avaliado pelo mercado, e estimular a redução da taxa de juros básicos a 2% ao ano. Vale dizer que a Selic nunca esteve abaixo dos 7,25% em vinte anos e hoje apresenta índice de 8,25%.

Privatizações

Jair Bolsonaro revelou a intenção de privatizar empresas estatais, inclusive, a Petrobras, foco do maior escândalo de corrupção da história do Brasil. Ele falou ainda em restringir o acesso chinês a setores estratégicos. O motivo? ‘A China não tem coração’, declarou.

Ele também falou da necessidade da Reforma Previdenciária, mas defendeu uma abordagem do tema mais gradual, do que o atual projeto em discussão no Congresso.

O deputado, ainda durante a entrevista, garantiu ser possível organizar toda sua campanha presidencial com um orçamento de R$ 1 milhão. A ideia, segundo ele, é usar as redes sociais para impulsioná-lo: “Eu sou uma ameaça às oligarquias, sou uma ameaça para os corruptos contumazes, sou uma ameaça para aqueles que querem destruir os valores familiares. Essa é a ameaça que eu represento”, reforçou.A entrevista completa pode ser lida aqui

 

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